Uma prática irregular de descarte de resíduos tem pesado no bolso do município de Rondonópolis. Segundo dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap), a Prefeitura gastou cerca de R$ 4,5 milhões em apenas 11 meses para limpar bolsões de lixo espalhados pela cidade e realizar o descarte correto no aterro sanitário.
Os resíduos, que incluem móveis velhos, eletrodomésticos, restos de construção civil e podas de árvores, são descartados de forma irregular pela própria população, formando pontos críticos em diversos bairros.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, o município realizou o mapeamento dessas áreas para intensificar a limpeza e combater a prática. Ele ressalta que o alto custo poderia ser evitado com o uso correto dos Ecopontos disponíveis na cidade.
Atualmente, Rondonópolis conta com quatro Ecopontos localizados no Residencial Paiaguás, Vila Paulista, Rodovia do Peixe e Vila Operária. Por determinação do prefeito Cláudio Ferreira, os locais funcionam diariamente, das 6h às 18h, inclusive aos finais de semana.
Nesses espaços, a população pode descartar gratuitamente diversos tipos de materiais, como móveis, eletrodomésticos, entulhos, galhos, recicláveis e equipamentos eletrônicos.
A Prefeitura reforça que o descarte irregular é crime ambiental e impacta diretamente na qualidade de vida da população, além de gerar altos custos aos cofres públicos.
