Mãe relata que grupo de cinco alunos, de 12 anos, teria cometido o abuso há 15 dias. Caso é investigado em sigilo; família diz não ter recebido apoio da unidade de ensino.
Um caso grave de violência sexual, envolvendo crianças e adolescentes, está sendo investigado em sigilo na capital mato-grossense. A mãe de um aluno de nove anos registrou boletim de ocorrência na última quinta-feira (17) denunciando que o filho teria sido vítima de estupro coletivo dentro de um banheiro da Escola Municipal Orlando Nigro. Os acusados seriam cinco alunos da mesma instituição, com 12 anos de idade.
De acordo com o relato da mãe à polícia, a criança começou a sentir dores na região íntima. Ao ser questionada, o menino contou que outros alunos o esperavam para cometer os abusos quando ele ia ao banheiro. A mãe acredita que o filho não seja a única vítima e que os adolescentes mais velhos teriam ameaçado o garoto caso ele contasse a alguém sobre o ocorrido.
A data do suposto crime seria 28 de outubro, mas a denúncia só veio à tona após a família tomar as primeiras providências. No dia seguinte ao registro policial (18), a mãe foi até a escola pedir a transferência do filho e, nesse momento, relatou o caso à diretoria. A unidade de ensino, então, acionou o Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Educação, que encaminharam o caso para a Rede Protege, seguindo os protocolos.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação confirmou que foi acionada e que a escola colabora com as investigações. A polícia já requisitou documentos e imagens das câmeras de segurança da escola referentes ao dia do suposto crime. As imagens são um dos principais elementos para a apuração, que segue em andamento sob sigilo, por se tratar de menores de idade envolvidos – tanto a vítima quanto os acusados.
Apesar das medidas protocolares, a família relata
sensação de abandono. A mãe da criança afirmou: “Até agora não tivemos retorno. Pedi uma
reunião com os pais, mas ignoraram meu pedido e disseram para eu procurar a
Secretaria de Educação”. A declaração contrasta com a nota
oficial, que afirma seguir os protocolos de atendimento.