O juiz responsável pelo caso envolvendo a morte do marido de uma suplente de vereadora de Nova Santa Helena (MT) decidiu manter a prisão preventiva do principal suspeito, após laudos periciais descartarem a hipótese de suicídio e reforçarem indícios de que o homem foi morto por terceiros.
A decisão ocorre em meio à investigação da Polícia Civil, que apura o caso sob a perspectiva de homicídio, com base nas evidências coletadas e no resultado dos exames técnicos que analisaram as circunstâncias da morte.
O laudo concluído pelos peritos descarta a possibilidade de suicídio, confirmando que as características encontradas no corpo e no local dos fatos não são compatíveis com uma ação voluntária da vítima contra si mesma. A análise técnica observou detalhes que sugerem a atuação de outra pessoa ou pessoas no episódio, o que reforça a linha de investigação voltada para homicídio.
Com esse parecer, a Justiça considerou que a prisão preventiva do principal suspeito é medida necessária para assegurar a ordem pública, a continuidade das investigações e a garantia de que ele não evite a ação da Justiça durante o processo.
Na decisão, o juiz ressaltou a necessidade do afastamento do suspeito do convívio social e familiar enquanto a apuração está em curso, citando a gravidade dos indícios e a importância de preservar a instrução criminal. A prisão preventiva foi mantida como forma de evitar qualquer tipo de obstrução à investigação.
A Polícia Civil de Mato Grosso segue colhendo depoimentos, analisando evidências e realizando diligências no município de Nova Santa Helena. A investigação busca esclarecer a motivação do crime, identificar outros possíveis envolvidos e reunir elementos suficientes para a conclusão do inquérito.
Familiares da vítima foram ouvidos pelas autoridades e prestaram declarações que contribuem para a apuração dos fatos, assim como testemunhas que estiveram próximas ao local e momento em que a morte ocorreu.
O caso ganhou destaque na região devido à figura pública da mulher envolvida — suplente de vereadora — e pelas circunstâncias inicialmente relatadas sobre a morte. A mudança de rumo na investigação, com o descarte da hipótese de suicídio, intensificou as medidas de investigação por parte da Polícia Civil e motivou a decisão judicial pela manutenção da prisão do suspeito.
A manutenção da prisão preventiva não constitui, por si só, uma condenação, mas reflete a avaliação judicial de que a medida é necessária para resguardar a investigação enquanto o processo segue em andamento.