As fraudes eram feitas pela internet para comprar de camas a materiais odontológicos. Golpistas foram presos ao tentar retirar mercadoria em endereço alternativo; homem admite autoria, mas diz que namorada não sabia.
Uma dentista e o namorado foram presos em flagrante na tarde
desta quarta-feira (8) no bairro Vila Iracy, em Rondonópolis, acusados de
aplicar uma sequência de golpes financeiros contra empresas e
consumidores. O esquema consistia em utilizar dados de CNPJ de vítimas para
realizar compras fraudulentas pela internet.
A operação foi deflagrada por volta das 14h30, após uma das
vítimas acionar a Polícia Militar. O empresário relatou que, há meses, sofria
prejuízos com compras realizadas ilegalmente no nome de sua empresa. Nesta
quarta, uma nova tentativa de golpe entrou em curso, mas o entregador, ao
perceber a inconsistência, levou a encomenda diretamente ao dono do CNPJ,
que negou a compra.
Em contato com os golpistas, um novo endereço foi fornecido
para a retirada da mercadoria. A PM montou esquema e, quando o casal
chegou ao local para buscar os produtos, foi abordado pela guarnição. Dentro
do veículo Mitsubishi Lancer vermelho, os policiais encontraram diversos
produtos ligados a fraudes já registradas em boletins de ocorrência.
Entre os itens adquiridos ilegalmente, constam camas,
vinhos, toners, tintas para impressora e materiais odontológicos. A
investigação apurou que parte dos materiais odontológicos havia sido entregue
em uma lan house gamer pertencente ao homem, local usado como ponto de
entrega em um dos primeiros golpes.
Durante o interrogatório, o homem admitiu a prática dos
crimes, mas tentou isentar a companheira, alegando que ela não teria
conhecimento do esquema. A dentista, de fato, não possui passagens
criminais anteriores. Já o namorado acumula registros por danos
materiais em acidente de trânsito, crime ambiental e furto.
Após a prisão do casal, três vítimas se dirigiram
à 1ª Delegacia de Polícia Civil para formalizar as queixas e
reconhecer os produtos apreendidos. O veículo utilizado pelos suspeitos
foi recolhido ao pátio da 2ª Ciretran.
O caso segue sob investigação, e a polícia trabalha para
identificar se há mais vítimas do esquema fraudulento que utilizava dados de
empresas de forma criminosa.