Operação da Polícia Civil combate rede de pesca predatória que monitorava fiscais em tempo real no Rio Cuiabá

A Polícia Judiciária Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (30), a Operação Redeiros, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em pesca predatória no Rio Cuiabá. A investigação revelou um esquema sofisticado: o grupo mantinha uma rede de vigilância para monitorar, em tempo real, o deslocamento das equipes de fiscalização ambiental.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. As ordens judiciais, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, atendem a uma representação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com parecer favorável do Ministério Público Estadual.

De acordo com os investigadores, os suspeitos compartilhavam informações sobre a localização de viaturas e embarcações da Dema e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Esse monitoramento ilegal permitia que as atividades ilícitas continuassem sem interrupção e facilitava a fuga de flagrantes.

Durante as investigações, foi identificada a oferta de espécies protegidas e de captura proibida, como Jaú, Pintado e Pacu, além do uso de redes e tarrafas – petrechos altamente nocivos e proibidos pela legislação. A operação busca apreender esses instrumentos, estoques de pescado irregular e outros elementos de prova. Os envolvidos responderão por pesca ilegal e associação criminosa.

Fim do período proibitivo (Piracema)
A operação ocorre na véspera do fim do período proibitivo (Piracema), que se encerra neste sábado, 31 de janeiro. A partir de 1º de fevereiro, a pesca amadora esportiva volta a ser permitida, mas seguem as restrições da Lei do Transporte Zero para a comercialização de espécies nativas.

O nome "Redeiros" faz referência direta ao método predatório utilizado pelo grupo, cuja prática, especialmente durante o defeso, causa danos irreversíveis ao ecossistema dos rios pantaneiros. A operação conta com o apoio da Diretoria de Atividades Especiais e de equipes da Dema.

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Redação GNMT