Um laudo pericial da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, teve material genético compatível com o coletado de uma detenta que denunciou ter sido abusada sexualmente dentro da Delegacia de Sorriso, a cerca de 420 km de Cuiabá (MT).
Conforme o documento pericial, a análise de exames de DNA demonstrou compatibilidade entre o perfil genético de Manoel e o material biológico coletado da vítima, confirmando que houve contato íntimo entre os dois dentro da unidade policial.
O caso foi investigado após a detenta relatar que havia sido levada pelo investigador, em várias ocasiões enquanto estava custodiada, a um cômodo da delegacia e que teria sido abusada ali. Com a conclusão do exame, a Polícia Civil representou à Justiça pela prisão preventiva do servidor, que foi cumprida no início de fevereiro.
Além da ação penal pelos crimes de estupro e abuso de autoridade, o investigador também responderá a procedimento administrativo disciplinar no âmbito da Corregedoria da Polícia Civil.
A mulher vítima do abuso estava presa por outro crime, e a investigação criminal agora segue tramitando na Justiça para apuração dos fatos e definição das responsabilidades legais, com base no laudo de DNA que confirmou a autoria do crime.