As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e vêm desempenhando papel fundamental no fortalecimento da corporação. A trajetória dessas profissionais foi destacada neste domingo (8 de março de 2026), em celebração ao Dia Internacional da Mulher, mostrando a importância e a evolução da presença feminina na instituição.
Neste ano, a data ganha um significado ainda maior porque o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso celebra 25 anos da inclusão feminina na corporação, marco que permitiu a participação permanente das mulheres em diferentes áreas da instituição.
A entrada das mulheres no CBMMT começou em 2001, com a inclusão das três primeiras oficiais na corporação, durante o comando do coronel da reserva Clarindo Vicente de Figueiredo Filho, que na época era o comandante-geral da instituição.
Dois anos depois, em 2003, foi formada a primeira turma de praças femininas, ampliando as oportunidades para que outras mulheres também ingressassem na carreira militar. Desde então, a participação feminina passou a crescer de forma constante dentro da corporação.
Atualmente, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso conta com centenas de mulheres entre militares e servidoras civis, atuando em diferentes setores, desde operações de resgate e combate a incêndios até funções administrativas e de comando.
Entre as pioneiras que marcaram a história da instituição está a coronel Luciana Bragança Brandão da Silva, que se tornou a primeira mulher a alcançar o posto de coronel no CBMMT, em 2021.
Ela destacou que a conquista exigiu muito esforço e dedicação, além de desafios pessoais ao longo da carreira, como transferências e mudanças de cidade para cumprir as funções militares.
Segundo a coronel, a presença feminina fortaleceu a corporação e demonstrou que as mulheres têm capacidade de atuar tanto nas áreas administrativas quanto nas operações de campo.
Outra pioneira da corporação é a coronel Vivian Rizziolli Côrrea, que também integrou o grupo das primeiras mulheres a ingressar na instituição.
Ela relembrou que, no início, tudo era novo e cheio de desafios, e que as primeiras bombeiras precisaram demonstrar diariamente competência e preparo para exercer a profissão.
Segundo a coronel, a trajetória das pioneiras ajudou a abrir caminhos para que novas gerações de mulheres também escolhessem a carreira militar.
Entre os exemplos de avanço feminino na corporação está a major Tamara Karoline Lopes Secotti, que se tornou a primeira mulher oficial a concluir o Curso de Especialização em Salvamento em Altura (Cesalt), uma das formações mais exigentes da instituição.
A conquista exigiu grande preparo físico e técnico, além de determinação para superar desafios e resistências enfrentadas ao longo do processo.
Ao longo de 25 anos de presença feminina, as bombeiras militares passaram a ocupar funções cada vez mais estratégicas dentro da corporação, inclusive no comando de unidades operacionais e regionais.
O avanço das mulheres no Corpo de Bombeiros de Mato Grosso demonstra não apenas a evolução da instituição, mas também serve de inspiração para novas gerações que desejam seguir carreira na área da segurança pública e do salvamento.