A Justiça de Mato Grosso determinou a manutenção da prisão de um homem de 25 anos investigado por uma série de casos de importunação sexual contra mulheres que praticavam atividades físicas em Rondonópolis. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (18).
Embora o juiz tenha relaxado a prisão em flagrante por entender que não havia situação de flagrância no momento da abordagem policial, a liberdade do investigado foi negada. Na mesma decisão, a Justiça decretou a prisão preventiva, considerando o risco de novos crimes e a necessidade de garantir a ordem pública.
Segundo o magistrado, os episódios investigados ocorreram nos dias 11 e 16 de junho. O suspeito foi localizado posteriormente durante diligências conduzidas pela Polícia Civil, o que afastou a legalidade do flagrante.
A decisão destaca que as investigações reuniram elementos como relatos das vítimas, imagens de câmeras de monitoramento e outras diligências que apontam o investigado como autor dos atos. Também foi levado em consideração o registro de pelo menos duas ocorrências com características semelhantes, praticadas em curto intervalo de tempo, na mesma região da cidade e com o mesmo modo de agir.
Outro fator que pesou na decisão foi a existência de uma ação penal em andamento contra o suspeito por furto qualificado mediante uso de documento falso. Para a Justiça, a situação reforça o risco de reincidência e justifica a prisão preventiva.
Durante a audiência, o investigado alegou ter sofrido maus-tratos após a prisão. Diante da denúncia, o juiz determinou o encaminhamento das informações aos órgãos competentes para apuração dos fatos.
Com a expedição do mandado judicial, o suspeito permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem em andamento.