Um homem que utiliza tornozeleira eletrônica foi preso novamente pela Polícia Militar nesta sexta-feira (14), em Rondonópolis, após ser flagrado retornando a uma empresa que já havia sido alvo de furtos. O estabelecimento fica na região central da cidade.
Segundo a PM, o suspeito havia sido detido anteriormente e colocado em liberdade. No dia seguinte, teria voltado ao mesmo local para praticar novos furtos. A prisão foi registrada em vídeo.
De acordo com o coordenador de estoque da empresa Serpal, o homem vinha entrando no estabelecimento desde segunda-feira e retirando fios de cobre dos padrões de energia. Ao todo, ele teria levado a fiação de 24 padrões.
Imagens do sistema de segurança ajudaram os policiais a identificar as características do suspeito. Nas gravações, ele aparece como um homem alto e magro, utilizando tornozeleira eletrônica e com uma tatuagem no lado direito do pescoço.
Com as informações, uma equipe do Grupo de Apoio iniciou buscas pela região central de Rondonópolis.
Durante as rondas, os militares localizaram o suspeito em frente ao Centro Pop. Ele foi abordado e, segundo a Polícia Militar, confessou os furtos.
Aos policiais, o homem teria afirmado que praticava os crimes para conseguir dinheiro e manter o consumo de drogas.
Ainda conforme o relato apresentado à PM, o suspeito queimava os fios de cobre retirados da empresa para separar o material.
Depois, segundo ele, o cobre era trocado por uma substância semelhante à pasta-base de cocaína na região da Vila Canaã.
Após a abordagem, o homem foi encaminhado para a 1ª Delegacia de Polícia de Rondonópolis, onde permaneceu à disposição da Polícia Civil.
Os policiais utilizaram algemas durante a condução devido ao risco de fuga. Conforme o registro da ocorrência, o suspeito não apresentava ferimentos.
Segundo a Polícia Militar, o homem possui diversas passagens pela polícia, incluindo ocorrências por furto, tentativa de furto, resistência, desobediência e falsa identidade, além de registros relacionados ao cumprimento de mandados judiciais.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que deve apurar a sequência de furtos e os prejuízos provocados à empresa.