O comerciante Rachid Napolessi Neto se posicionou nesta sexta-feira (17) sobre a polêmica envolvendo a atuação do Junior Assados na calçada de seu estabelecimento. Em uma entrevista à reportagem, ele afirma que o churrasqueiro não foi impedido de atuar no local e que ele não teve suas churrasqueiras apreendidas pelo Município.
Desde 2017 com o comércio na rua José Barriga, na Vila Carvalho, Rachid conta que, por volta de 2022, cedeu o espaço da calçada para que o Junior pudesse assar e comercializar carnes. Ocorre que, agora em 20 de março de 2026, foi notificado pela Prefeitura no sentido de regularizar a ocupação do passeio público, que estava com mesas, bancos e churrasqueiras.
O comerciante explica que, por conta da notificação, buscou junto ao Município resolver sua atuação. Nesse sentido, Rachid informa que ele mesmo recolheu as churrasqueiras e as guardou em seu imóvel, até receber uma orientação da Prefeitura. Nisso, assegura que possui áudio transmitido via aplicativo de mensagem informando ao ambulante que tinha recolhido as churrasqueiras.
No vídeo, Junior diz que foi impedido de atuar pela Prefeitura e que teve as churrasqueiras confiscadas. Sobre a situação, o superintendente de Controle Urbano, John Kenned Pereira, também garante que o ambulante não foi retirado ou impedido de atuar no local. “Em nenhum momento foi emitida por algum órgão da gestão do prefeito Cláudio ordem para que fizesse a apreensão de material de algum ambulante”, assegura,
Na verdade, o superintendente explica que a Prefeitura tem um programa de regularização dos ambulantes, que se chama Ambulante Legal. Ele explica que houve a notificação do comerciante em relação à readequação quanto à acessibilidade do passeio público. Ao ambulante, diz que foi informado extraoficialmente apenas da existência do programa visando sua regularização.
“Até o momento a gente não recebeu qualquer solicitação desse ambulante quanto à sua adequação. Quem nos procurou para regularizar sua situação foi o senhor Rachid. Nisso, eu mesmo o informei que a lei não proíbe que se permita o ambulante em um espaço privado desde que tenha a anuência do proprietário”, repassou John Kenned, observando que o ambulante poderia estar atuando normalmente no momento.