O Partido Liberal (PL) deve oficializar na próxima quarta-feira (4) o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado Federal. A reunião partidária deverá definir a estratégia da legenda para a disputa pelo comando da Casa, cuja eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027.
A articulação busca fortalecer a presença do PL na direção do Senado. Para a próxima legislatura, o partido projeta uma bancada de 28 senadores, o que o coloca em posição de destaque nas negociações políticas.
Entretanto, para conquistar a presidência, Marinho precisará ampliar o apoio para além da própria legenda. São necessários pelo menos 41 votos entre os 81 senadores.
Articulação com outros partidos
O PL também trabalha para conquistar apoio de parlamentares do PP, União Brasil, Republicanos e PSDB.
O líder da bancada do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), confirmou a estratégia de articulação com outras siglas e parlamentares.
“Rogério é o candidato do PL e vamos articular com a bancada, partidos aliados e seus parlamentares também avulsos”, afirmou Portinho.
Nas estimativas da oposição, Marinho poderia contar com uma base teórica entre 45 e 50 senadores comprometidos com sua candidatura.
Apesar disso, o voto secreto representa um desafio para a articulação. Como não há garantia de que os compromissos assumidos publicamente serão mantidos na urna, existe margem para mudanças de posicionamento.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, Rogério Marinho tem defendido que os senadores de direita tornem público em quem votaram, numa tentativa de reforçar o compromisso dos aliados.
Disputa pelo comando do Senado
O atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também trabalha pela reeleição. Outro nome mencionado nas articulações é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Rogério Marinho já disputou a presidência do Senado em 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco.
A nova movimentação do PL abre uma importante frente de negociação em Brasília. Mais do que reunir votos dentro do próprio partido, o desafio de Marinho será consolidar uma maioria capaz de garantir o comando do Senado a partir de 2027.