A Câmara Municipal de Rondonópolis deve apreciar nos próximos dias o projeto de lei que prevê apoio financeiro do Município à realização da 52ª Exposul. O tema entrou na Ordem do Dia e promete movimentar os debates entre os vereadores, principalmente em relação à transparência dos investimentos públicos e aos preços praticados dentro do parque de exposições durante o evento.
Conforme a mensagem encaminhada pelo Poder Executivo ao Legislativo, a Exposul 2026 tem custo global estimado em R$ 9 milhões. Os recursos serão provenientes de uma composição financeira que envolve o Governo do Estado de Mato Grosso, entidades representativas do setor produtivo, parceiros privados, o Sindicato Rural de Rondonópolis e o próprio Município.
De acordo com o documento, o Governo do Estado deverá aportar R$ 4,5 milhões, enquanto entidades como Aprosoja, Senar e Aprosmat também contribuirão financeiramente para a realização da feira. A administração municipal defende que sua participação representa apenas uma parcela dos investimentos necessários para a concretização do evento.
Entre as justificativas apresentadas pelo Executivo está a garantia de entrada gratuita para a população, além do acesso às atrações artísticas, palestras técnicas, participação de pequenos e médios produtores rurais e a distribuição de ingressos para entidades filantrópicas e alunos da rede municipal de ensino.
Apesar dos argumentos favoráveis, vereadores devem questionar não apenas os recursos públicos destinados à Exposul, mas também os preços cobrados por produtos e serviços comercializados durante a feira. Parlamentares avaliam que a discussão sobre as contrapartidas à população precisa ir além da gratuidade da entrada, abrangendo também a acessibilidade dos valores praticados por expositores, comerciantes e prestadores de serviços.
A Exposul é considerada um dos maiores eventos do agronegócio de Mato Grosso e desempenha papel relevante na movimentação da economia local, atraindo expositores, investidores e visitantes de diversas regiões do estado e do país. O projeto encaminhado pelo Executivo tramita em regime de urgência e deverá ser analisado pelos vereadores em sessão plenária.
O debate promete dividir opiniões entre aqueles que defendem o investimento público como ferramenta de desenvolvimento econômico e aqueles que cobram maior fiscalização sobre os recursos aplicados e benefícios efetivamente oferecidos à população.