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Mulher é encontrada morta em ponte usada como ponto de desova perto de território indígena invadido por garimpo em MT

O corpo de Regiane Oliveira Lima, 38, foi localizado na BR-174. Delegado suspeita de execução dentro de área de extração ilegal controlada pelo Comando Vermelho e posterior desova.

O corpo de uma mulher de 38 anos foi encontrado no domingo (11) sobre uma ponte de madeira na BR-174, próximo à Terra Indígena Sararé, região que abrange os municípios de Pontes e Lacerda, Conquista D'Oeste e Vila Bela da Santíssima Trindade. A vítima foi identificada como Regiane Oliveira Lima.

De acordo com o delegado regional João Paulo Berté, as primeiras investigações apontam para um crime de execução ocorrido dentro de um garimpo ilegal que opera dentro do território indígena. O corpo teria sido transportado e abandonado na ponte, local conhecido pelos criminosos da região como "ponto de desova".

O corpo foi localizado por volta das 15h. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para realizar os exames e tentar determinar a causa exata da morte.

A descoberta do corpo expõe a grave crise de segurança na região. A Terra Indígena Sararé é apontada como uma das mais devastadas pela mineração ilegal na Amazônia Legal, com a invasão se intensificando nos últimos dois anos sob o controle do Comando Vermelho (CV).

Relatórios do Ibama já indicavam que, desde outubro do ano passado, integrantes da facção estariam escondidos dentro da terra indígena, fortemente armados, consolidando seu domínio sobre a extração ilegal de ouro.

Parte do mesmo grupo investigado em Sararé também é alvo de operações pela destruição promovida na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Uma ação de repressão em 2023 resultou na destruição de mais de 100 escavadeiras e em um prejuízo estimado em R$ 226 milhões para o garimpo ilegal.

Atualmente, uma operação de desintrusão (expulsão de invasores) determinada pela Justiça Federal está em andamento na área. A ação, sem prazo definido para terminar, reúne Ibama, Polícia Federal, PRF, Abin, Funai, Força Nacional, Gefron e polícias civis e militares de MT e GO.

O assassinato de Regiane Lima acende um alerta sobre o nível de violência e a impunidade nas áreas sob domínio do garimpo ilegal e do crime organizado no oeste mato-grossense. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar os executores e o motivo específico do crime.

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Redação GNMT