Homem com tornozeleira eletrônica morre após sofrer 'salve' e chegar sem vida a UPA em Cuiabá

Vítima de 46 anos foi levada à unidade por terceiros após suposta punição aplicada por facção criminosa. Polícia registra o caso como homicídio doloso.

A violência urbana e as execuções sumárias promovidas por facções marcaram a noite desta sexta-feira (23) em Cuiabá. Fábio Rodrigo Santos de Castro, de 46 anos, morreu após ser levado sem vida por terceiros à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Leblon, na capital. As circunstâncias da morte apontam para a aplicação de um "salve" – um espancamento letal usado como forma de punição por organizações criminosas.

De acordo com informações preliminares apuradas pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada por volta das 22h para a liberação do corpo na unidade de saúde. Fábio chegou à UPA já em estado crítico, sem pulso, e apresentava inúmeras lesões por todo o corpo, compatíveis com uma severa agressão física.

Um detalhe chama atenção na identificação da vítima: Fábio Rodrigo utilizava uma tornozeleira eletrônica, dispositivo geralmente utilizado para monitorar indivíduos em medidas cautelares ou no regime semiaberto. Este equipamento foi fundamental para que a Polícia Militar, que atendeu inicialmente à ocorrência na UPA, conseguisse identificá-lo rapidamente.

Relatos colhidos nas primeiras horas da investigação indicam que o homem foi alvo de um "salve". A prática, comum na dinâmica do crime organizado, consiste em um espancamento brutal aplicado como punição por supostas infrações às regras internas das facções. As agressões teriam ocorrido em outro local, antes que ele fosse socorrido – por pessoas ainda não identificadas – e deixado na porta da unidade de saúde.

A Delegacia de Homicídios assumiu o caso, que foi oficialmente registrado como homicídio doloso (com intenção de matar). Agora, os investigadores buscam reconstituir a rota da vítima, identificar os "terceiros" que o levaram à UPA e apurar o motivo exato que desencadeou a punição fatal. A perícia no local do crime, se identificado, e o laudo do IML serão cruciais para detalhar a brutalidade da agressão.

 muitas vezes levando a desfechos trágicos dentro da própria comunidade. A polícia trabalha para elucidar os detalhes desta morte que ocorreu sob a sombra da justiça paralela.

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Redação GNMT