Oficial teria tocado a vítima sem consentimento em posto de combustível e, ao ser confrontado, se identificou como policial armado para intimidar o grupo de mulheres. Assembleia Legislativa repudia o caso e cobra apuração.
Um tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, que ocupa cargo de comando na corporação, está no centro de uma grave denúncia de importunação sexual e ameaça. O fato ocorreu na madrugada deste sábado para domingo (25), em um posto de combustíveis na Praça 8 de Abril, em Cuiabá, e envolve uma servidora da Assembleia Legislativa do Estado (ALMT).
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava com amigas quando o oficial se aproximou do grupo sem qualquer convite. Apesar das demonstrações claras de desconforto e recusa, o militar teria insistido em suas investidas.
A servidora narrou à polícia que o tenente-coronel sentou-se ao seu lado e, em seguida, tocou sua coxa sem permissão, pressionando o corpo contra o dela. Na tentativa de proteger a amiga, outra mulher do grupo trocou de lugar com a vítima. No entanto, o comportamento inadequado do oficial teria persistido.
O momento mais grave, segundo o depoimento, ocorreu quando o grupo decidiu confrontá-lo. Foi então que o militar, em atitude interpretada como tentativa de intimidação, se identificou como oficial da Polícia Militar, afirmou estar armado e procurou coagir as mulheres para que não reagissem.
Diante da situação, a própria PM foi acionada. Uma guarnição compareceu ao local e registrou a ocorrência, que agora segue para as devidas providências legais e investigações internas, tanto na polícia quanto na Justiça.
Em nota oficial divulgada neste domingo, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso manifestou veemente repúdio à denúncia envolvendo sua servidora. A Casa declarou prestar "total apoio à vítima" e afirmou que cobrará "apuração rigorosa e a adoção de todas as providências cabíveis".
O Parlamento estadual finalizou o comunicado com uma posição firme: "Situações assim são inaceitáveis". A nota aumenta a pressão por uma investigação transparente e rápida sobre a conduta do oficial, que, por ocupar função de comando, coloca em xeque questões de autoridade e abuso de poder.
O caso deve ser investigado pela Polícia Civil e também pela Corregedoria da Polícia Militar, que costuma instaurar Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar condutas de seus integrantes. A identidade do tenente-coronel não foi divulgada oficialmente, mas a repercussão do caso promete acirrar os debates sobre assédio e abuso de autoridade.