Após beber a noite toda, mãe expulsa filha de 13 de casa no interior de MT

Jovem relatou que a mãe, de 30 anos, estava embriagada e a agrediu puxando-a pelo cabelo. Caso foi registrado como abandono de incapaz e Conselho Tutelar foi acionado.

Uma adolescente de 13 anos buscou proteção na Polícia Militar na madrugada deste domingo (08.02) após ser expulsa de casa pela própria mãe, em Cotriguaçu, município a 960 km da capital Cuiabá. O caso, registrado como abandono de incapaz, expõe uma rotina de violência doméstica e alcoolismo no ambiente familiar.

De acordo com o relato da jovem à PM, sua mãe, de 30 anos, passou a noite ingerindo bebida alcoólica. Em seguida, teria ido até o quarto onde a adolescente estava com uma prima, ordenado que a filha saísse de casa, puxado-a pelos cabelos e ameaçado espancá-la.

A adolescente afirmou aos policiais que essa não seria a primeira vez que foi expulsa do lar. Ela detalhou que a mãe costuma beber com frequência e fica agressiva, não só com ela, mas também com os outros quatro filhos da família. Em um episódio ocorrido no fim de 2025, a jovem disse ter ficado com arranhões pelo corpo após ser agredida pela genitora.

Com medo de sofrer novas violências, a menina tomou a decisão de ir até a unidade da Polícia Militar para formalizar a ocorrência. Durante o registro do boletim, o Conselho Tutelar de Cotriguaçu foi acionado e acompanhou o caso.

A mãe não foi presa no momento. A abordagem inicial em situações como essa, que envolvem maus-tratos contra crianças e adolescentes, geralmente prioriza a proteção imediata da vítima e a atuação do Conselho Tutelar, que tem autoridade para aplicar medidas de proteção.

O caso agora deve ser encaminhado para a Vara da Infância e Juventude e ao Ministério Público Estadual (MPE), que avaliarão as medidas cabíveis. As opções vão desde o encaminhamento da adolescente para um abrigo ou família acolhedora até o possível afastamento da mãe do convívio familiar, dependendo do resultado da investigação sobre as condições da casa e a capacidade de cuidado.

A situação ilustra a vulnerabilidade de crianças e adolescentes em contextos de violência doméstica e dependência química, e a importância dos canais de denúncia e proteção, como a Polícia Militar e o Conselho Tutelar, para interromper ciclos de abuso.

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Redação GNMT