PM é forçada a abater rottweiler para salvar idosa e criança em ataque violento de cães em Cáceres

A menina de 5 anos, com ferimentos graves no pescoço, foi levada às pressas ao hospital pela polícia. Idosa também foi atacada; um pit bull foi contido após isolamento. Caso é investigado pela Polícia Civil.

Uma cena de violência e desespero mobilizou a Força Tática da Polícia Militar na noite deste sábado (07), no bairro Jardim do Trevo, em Cáceres. Para encerrar um ataque brutal dentro de uma residência, os militares precisaram abater a tiros um cão da raça rottweiler que investia contra uma idosa e sua neta de apenas 5 anos. O ataque envolvia também um pit bull, que foi contido.

O caos começou quando familiares acionaram a PM, sem conseguir controlar a agressividade dos dois animais. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o pit bull próximo ao portão. Usando munição de impacto controlado (balas de borracha), a equipe conseguiu afastá-lo para acessar a casa.

Dentro do quintal, a situação era crítica: o rottweiler ainda atacava as vítimas. Novos disparos não letais permitiram que os policiais resgatassem a criança, que já apresentava ferimentos. Contudo, o animal redirecionou o ataque de forma ainda mais agressiva contra a avó.

Diante da nova investida, com o risco iminente de a idosa ser gravemente mutilada ou morta, os militares tomaram a decisão extrema. "Foi necessário o uso de arma de fogo para neutralizar a ameaça e preservar a vida da idosa", contextualizou a PM em nota.

criança de 5 anos sofreu ferimentos graves, principalmente na região do pescoço. A urgência era tanta que não houve tempo de aguardar o resgate do Corpo de Bombeiros. Os próprios policiais a transportaram em viatura ao Hospital Regional de Cáceres. Ela foi estabilizada e encaminhada ao centro cirúrgico. Até o fechamento desta matéria, não há atualizações sobre seu estado de saúde.

A idosa foi atendida no local pelos bombeiros, que a trataram por ferimentos menos graves, e não precisou ser hospitalizada.

O pit bull, após ser afastado inicialmente, ficou isolado em um cômodo da casa. Apesar do pedido da idosa para que o segundo animal também fosse abatido, a PM avaliou que ele não representava mais um risco imediato. Mais tarde, o filho da idosa, apontado como responsável pelo cão, chegou ao local e conseguiu contê-lo.

O caso agora é investigado pela Polícia Civil, que deve apurar as circunstâncias do ataque, as condições em que os animais eram mantidos e a possível responsabilidade dos proprietários. A legislação prevê penalidades para quem negligencia a guarda de animais considerados potencialmente perigosos, resultando em danos a terceiros.

A ocorrência reacende o debate sobre a posse responsável de animais de grande porte e potencialmente agressivos, especialmente em ambientes domésticos com crianças e idosos, e sobre os protocolos de segurança que as forças policiais precisam adotar em situações de risco extremo envolvendo animais.

Você pode compartilhar esta noticia!

author

Redação GNMT