Um episódio marcado por dor e indignação abalou familiares de Claudio Ramos Mamora, de 27 anos, após a necessidade de realizar dois sepultamentos. O caso envolve atendimento médico em Várzea Grande e o enterro ocorrido em Primavera do Leste.
Claudio sofreu um acidente de motocicleta em Várzea Grande e foi encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, onde precisou passar por cirurgia para amputação da perna esquerda devido à gravidade dos ferimentos.
Durante o procedimento, o jovem teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O corpo foi liberado para a família e levado para Primavera do Leste, onde ocorreu o sepultamento. No entanto, dias depois, os familiares receberam uma ligação informando que a perna amputada havia permanecido na unidade hospitalar e não havia sido encaminhada junto ao corpo no momento da liberação.
A informação gerou revolta e sofrimento renovado. A família precisou organizar um segundo sepultamento, desta vez apenas para a perna amputada, revivendo o luto que ainda estava recente.
Diante da situação, familiares registraram boletim de ocorrência e pediram apuração dos fatos. A direção da unidade hospitalar informou que abriu procedimento interno para investigar o ocorrido e avaliar possíveis falhas nos protocolos.
O caso gerou grande repercussão em Mato Grosso e levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados no manejo de materiais cirúrgicos e na comunicação com familiares em situações de óbito.