PROFESSORA É MORTA A TIROS EM CUIABÁ; EX-MARIDO COM MEDIDA PROTETIVA É APONTADO COMO SUSPEITO

Uma professora foi assassinada a tiros na manhã desta segunda-feira (16) em Cuiabá (MT). A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta o ex-marido da vítima como suspeito do crime, apesar de ele ter medida protetiva de urgência em favor da mulher.

A vítima foi identificada como Érica de Souza Costa, de 35 anos, que atuava como docente na rede estadual de ensino e era moradora do bairro Jardim Vitória.

De acordo com as primeiras informações levantadas pelos policiais, Érica havia deixado sua residência pela manhã para ir ao trabalho quando foi abordada pelo ex-marido, Felipe Augusto Silva, de 38 anos. O suspeito teria efetuado vários disparos contra ela em frente a um ponto de ônibus na região do bairro Dom Aquino, deixando a professora gravemente ferida.

Socorristas foram acionados e chegaram a encaminhar Érica ao Hospital Metropolitano de Várzea Grande, mas ela não resistiu aos ferimentos e veio a óbito horas depois.

MEDIDA PROTETIVA E MOTIVAÇÃO DO CRIME

Segundo o boletim policial, Érica havia registrado várias ocorrências de violência doméstica contra Felipe e obtido medida protetiva de urgência, que determinava a proibição de aproximação por parte dele.

A investigação inicial indica que o crime pode ter sido motivado por ciúmes e desavenças pessoais, mesmo com a ordem judicial em vigor. A Polícia Civil ressaltou que o suspeito era alvo de acompanhamento e já havia sido notificado sobre as restrições da medida protetiva.

INVESTIGAÇÃO E PRISÃO

Logo após o crime, equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mato Grosso foram acionadas para realizar diligências no local e buscar elementos que identifiquem com precisão a dinâmica dos fatos.

O suspeito, Felipe Augusto, foi localizado e preso em flagrante ainda nesta segunda-feira em uma região próxima ao local do crime. A polícia apreendeu o veículo dele e já o conduz para interrogatório, enquanto o inquérito policial segue em andamento.

REPERCUSSÃO

Amigos, familiares e colegas de trabalho de Érica manifestaram comoção e tristeza nas redes sociais, descrevendo-a como uma profissional dedicada, mãe e muito querida pela comunidade escolar.

Autoridades locais também se manifestaram, reforçando a importância do cumprimento efetivo de medidas protetivas e ressaltando que episódios de violência contra a mulher devem ser investigados com rigor.

Especialistas em segurança pública ouvidos por veículos de comunicação apontam que casos envolvendo medida protetiva não cumprida muitas vezes demandam fiscalização mais intensa, assim como acompanhamento mais próximo das vítimas em risco.

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Redação GNMT