STJ mantém prisão de estudante de direito que se passava por funcionária de banco para aplicar golpes em MT

O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de soltura da estudante de direito Lilia Grazielly Correia da Silva, investigada por aplicar golpes financeiros se passando por funcionária de banco.

A decisão foi assinada pelo ministro Antonio Saldanha Palheiro no dia 30 de março, mantendo a prisão preventiva da jovem, que está detida desde dezembro de 2025.

Justificativa da decisão

A defesa alegou excesso de prazo na conclusão do inquérito e ausência de fundamentação para a prisão. No entanto, o ministro entendeu que:

  • a denúncia foi apresentada dentro de prazo razoável
  • o caso envolve uma organização estruturada
  • há risco de continuidade dos crimes e interferência nas investigações

Segundo o magistrado, a liberdade da investigada poderia facilitar a eliminação de provas digitais, como dados armazenados em nuvem, além de permitir articulação com outros envolvidos.

Como funcionava o golpe

De acordo com a Polícia Civil, Lilia e o namorado, que não teve a identidade divulgada, aplicavam golpes se passando por representantes de bancos.

O esquema funcionava da seguinte forma:

  • envio de links falsos para vítimas
  • uso de mensagens simulando programas de recompensas em pontos
  • obtenção de dados bancários e acesso às contas

O casal foi preso em flagrante no dia 1º de dezembro, em Tangará da Serra, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Materiais apreendidos

Durante a ação, a polícia encontrou:

  • seis celulares
  • um notebook
  • mais de nove chips telefônicos
  • dinheiro em espécie

As investigações apontam que os golpes eram aplicados em vítimas de diferentes estados, com atuação organizada e divisão de tarefas.

O caso segue em andamento.

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Redação GNMT