Suspeito de matar mulher trans é preso sete meses após o crime em Nova Mutum

Um homem de 35 anos foi preso nesta segunda-feira (22), em Nova Mutum, suspeito de assassinar a mulher trans Betina Barros, de 33 anos. A prisão temporária foi cumprida cerca de sete meses após o crime, em um canteiro de obras localizado na zona rural do município.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontaram que o suspeito utilizava uma plataforma digital de contratação de programas sexuais para entrar em contato com vítimas. Betina teria sido atraída por meio desse sistema antes de ser morta.

Durante as apurações, os investigadores descobriram que outras duas mulheres trans também receberam mensagens do mesmo número de telefone utilizado para contatar Betina. Segundo os relatos, o homem insistia para que os encontros acontecessem em locais afastados e com pouca movimentação.

A polícia chegou ao suspeito após rastrear o número utilizado nos contatos. Em um primeiro momento, ele foi interrogado e negou ser o proprietário da linha telefônica.

Ao longo dos últimos meses, a investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, apreendeu objetos na residência do investigado e confirmou que ele possuía cadastro na plataforma utilizada para marcar encontros. Conforme a Polícia Civil, o perfil foi usado para manter contato com a vítima antes do crime.

Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou a prisão temporária do suspeito, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e da coleta de material genético para confronto pericial.

O caso segue sendo investigado.

Corpo foi encontrado em área de mata

Betina Barros estava desaparecida há três dias quando seu corpo foi localizado em uma área de mata próxima a uma universidade particular de Nova Mutum, em 3 de dezembro de 2025.

A vítima foi encontrada ao lado de sua motocicleta, já em avançado estado de decomposição.

Na época, a perícia apontou que a causa da morte foi um disparo de arma de fogo.

Agora, com a prisão do suspeito, a Polícia Civil espera avançar na conclusão do inquérito e esclarecer completamente as circunstâncias do homicídio.

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Redação GNMT