O professor de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, foi condenado pela Justiça de Mato Grosso a 10 meses e 15 dias de reclusão pelo crime de perseguição (stalking) contra a ex-companheira, em um caso enquadrado como violência doméstica e de gênero.
A sentença foi proferida pela 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá e publicada nesta terça-feira (21). Conforme a decisão, o professor enviou e-mails de forma insistente à ex-companheira entre setembro e outubro de 2022, conduta que foi considerada suficiente para caracterizar o crime de perseguição.
O processo ainda não transitou em julgado e a defesa pode recorrer da condenação.
Em entrevista ao g1, Saulo Tarso Rodrigues afirmou que não teve direito pleno à defesa durante a tramitação do processo. Segundo ele, já existe um recurso em andamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) buscando a anulação da decisão.
O professor também alegou que as mensagens enviadas tinham como objetivo tratar de assuntos relacionados aos filhos do ex-casal e negou que tenha cometido perseguição.
"Eu mandei mensagens para ela em 2022 porque queria conversar sobre os nossos filhos. Ela fez uma representação e o promotor entendeu que eu estava perseguindo ela, mas nas mensagens eu deixava claro que queria conversar sobre as crianças", declarou.
Saulo ainda afirmou que a disputa judicial entre ele e a ex-companheira se estende há cerca de dez anos e criticou a condução do processo na Vara de Violência Doméstica.
A reportagem também buscou posicionamento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mas, até a publicação da matéria original, a instituição não havia se manifestado.
O caso segue em tramitação e aguarda análise dos recursos apresentados pela defesa.