A rede pública de saúde de Rondonópolis segue enfrentando desafios devido ao crescimento populacional e à alta demanda de pacientes da cidade e de municípios vizinhos. Durante entrevista ao GNMT, representantes da saúde explicaram que a expectativa é de melhora com a conclusão de uma nova estrutura hospitalar que poderá ofertar cerca de 70 novos leitos, além de 10 leitos de UTI.
Segundo explicado, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) funciona 24 horas e precisa constantemente dar destino aos pacientes que aguardam internação. Atualmente, quando não surgem vagas no Hospital Regional, que depende da regulação estadual via CISREG, muitos pacientes acabam permanecendo em leitos de retaguarda até a liberação de vagas.
Hoje, o município conta com 26 leitos observação na UPa, que permanecem ocupados praticamente o tempo todo. Já o Hospital da Lions possui cerca de 41 a 42 leitos, também operando constantemente com lotação máxima.
“Rondonópolis cresceu muito e a saúde acabou ficando defasada diante dessa demanda”, destacou a representante da saúde durante a entrevista.
Com aproximadamente 230 mil habitantes, Rondonópolis se tornou referência regional em atendimento médico. Além dos moradores da cidade, pacientes de municípios como Guiratinga, Pedra Preta, São José do Povo, Juscimeira e Dom Aquino procuram atendimento diariamente na cidade.
“A gente praticamente trabalha de portas abertas. Quando o paciente entra na UPA, mesmo sendo de outro município, ele passa a ser nossa responsabilidade e damos toda assistência necessária”, afirmou.
A expectativa da gestão é que, com a entrega da nova estrutura hospitalar ao lado6 da unidade, a pressão sobre a UPA diminua significativamente, permitindo mais agilidade no atendimento e maior equilíbrio na ocupação dos leitos.