Corrida eleitoral começa oficialmente e movimentação política já é vista como um termômetro para a disputa pela Prefeitura em 2028
A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente neste domingo (16), e Rondonópolis já vive um cenário que vai muito além da disputa pelas vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. A eleição deste ano também começa a ser observada como um importante capítulo da disputa política que poderá ganhar força em 2028, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o próximo prefeito.
O calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a propaganda eleitoral a partir de 16 de agosto. (Justiça Eleitoral)
Em Rondonópolis, o resultado das urnas poderá medir a força dos principais grupos políticos da cidade e influenciar diretamente as articulações para a próxima eleição municipal.
De um lado está o grupo do atual prefeito, Cláudio Ferreira (PL). Do outro, o grupo liderado pelo ex-prefeito José Carlos Junqueira de Araújo, o Zé Carlos do Pátio (PV).
O confronto ganhou novo capítulo na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com Alessandra Ferreira, primeira-dama de Rondonópolis, e Zé do Pátio entre os nomes que estarão no centro da disputa eleitoral.
Um verdadeiro “Fla-Flu” político
A disputa entre os dois grupos carrega também um componente de revanche eleitoral.
Em 2020, Cláudio Ferreira enfrentou Zé do Pátio na eleição municipal. Na ocasião, Pátio foi reeleito prefeito, enquanto Cláudio terminou a disputa na terceira colocação, atrás também do empresário Luiz Homem de Carvalho, o Luizão.
Quatro anos depois, o cenário mudou.
Na eleição de 2024, Cláudio Ferreira venceu a disputa pela Prefeitura de Rondonópolis. O principal adversário foi Thiago Silva, enquanto Paulo José Correia representou o grupo político ligado à gestão anterior.
Os resultados de 2020 e 2024 deixaram o confronto político entre os grupos com uma vitória para cada lado.
Agora, em 2026, a disputa estadual surge como um novo capítulo dessa rivalidade.
Mais do que conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa, um bom desempenho eleitoral poderá representar aumento de capital político para os grupos que já começam a olhar para 2028.
Outros nomes também estão de olho em 2028
O cenário, porém, não se limita à polarização entre Cláudio Ferreira e Zé do Pátio.
O deputado estadual Thiago Silva (MDB) também busca a reeleição para a Assembleia Legislativa. Depois de disputar a Prefeitura em 2024, um desempenho expressivo em 2026 poderá mantê-lo entre os principais nomes do cenário político de Rondonópolis para a próxima eleição municipal.
Outro nome que entra no jogo é o da vereadora Luciana Horta (PL), que disputa espaço dentro do campo político da direita. Atualmente vereadora de Rondonópolis, ela aparece como mais uma personagem que poderá ampliar seu protagonismo dependendo do resultado das urnas.
A eleição também marca a estreia de Neles Walter Farias (Novo) em uma disputa eleitoral. Um resultado significativo poderá fortalecer seu nome para projetos políticos futuros e colocá-lo no radar das articulações municipais.
A Assembleia como caminho para a Prefeitura
A história política de Rondonópolis mostra que uma candidatura à Assembleia Legislativa também pode funcionar como plataforma para uma futura disputa pela Prefeitura.
Esse movimento já foi observado em diferentes momentos da política local, com nomes que deixaram ou passaram pela Assembleia antes de chegar ao comando do município.
J. Barreto, em 1988; Zé Carlos do Pátio, em 2008; Percival Muniz, em 2012; novamente Zé do Pátio, em 2016; e Cláudio Ferreira, em 2024, são exemplos dessa trajetória.
Por isso, a eleição de 2026 pode ter um significado maior para Rondonópolis.
Embora os eleitores estejam escolhendo representantes para os cargos estaduais e federais, o desempenho de cada grupo político será acompanhado de perto por quem já pensa na eleição municipal de 2028.
2026 como termômetro para 2028
O resultado das urnas poderá indicar quem sai fortalecido, quem perde espaço e quais nomes terão maior capacidade de articulação nos próximos dois anos.
Em uma cidade marcada por disputas políticas acirradas, a eleição de 2026 promete ser mais do que uma disputa por cadeiras no Legislativo.
Para os grupos políticos de Rondonópolis, o primeiro turno de 2026 também poderá ser o primeiro grande teste de força para a eleição municipal de 2028.
E a pergunta que começa a movimentar os bastidores é inevitável:
quem sairá das urnas de 2026 mais forte para disputar o comando de Rondonópolis em 2028?