A história de um dos maiores nomes do jornalismo de Mato Grosso foi celebrada em uma noite marcada pela emoção, por homenagens e merecido reconhecimento. Familiares, amigos, ex-colegas de profissão e convidados participaram do lançamento da biografia de Aroldo Marmo de Souza, fundador do jornal A Tribuna e pioneiro da comunicação em Rondonópolis.
Durante a cerimônia, um dos jornalistas que conviveu com Aroldo relembrou os ensinamentos recebidos no início da carreira e destacou o compromisso do homenageado com a ética no jornalismo.
“Ele sempre dizia: ‘Nunca deixe de ouvir os dois lados’. Para Aroldo, o jornalismo era uma missão séria, que deveria ser tratada com respeito e responsabilidade”, recordou, emocionado.
Aroldo Marmo de Souza nasceu em 21 de abril de 1940, na cidade de São Paulo, e formou-se em Jornalismo pela Universidade Cásper Líbero. Em 1968, tornou-se sócio da Rádio Difusora Litoral, em Taboão da Serra (SP). No ano seguinte, aceitou o convite para dirigir uma emissora de rádio em Rondonópolis, com a intenção inicial de permanecer apenas 90 dias. No entanto, acabou fixando raízes na cidade e construindo uma trajetória que transformaria a comunicação regional.
Em 7 de junho de 1970, fundou o Tribuna do Leste, jornal produzido inicialmente com o sistema de linotipo, tecnologia utilizada na época para composição das páginas. Anos depois, o veículo passou a se chamar A Tribuna, consolidando-se como uma das principais referências do jornalismo mato-grossense.
Além da atuação na imprensa, Aroldo ingressou na vida pública e foi eleito vereador de Rondonópolis em 1972, pela Arena (Aliança Renovadora Nacional). Sua campanha ganhou força por meio do programa de rádio A Hora do Plá, que conquistou grande audiência e projetou seu nome junto à população.
A filha de Aroldo, Margareth, agradeceu a todos que contribuíram para tornar possível a publicação da biografia e destacou que preservar a memória do pai representa também preservar parte da história de Rondonópolis.
Segundo ela, a produção do livro exigiu anos de pesquisa, busca por documentos e entrevistas com pessoas que fizeram parte da trajetória do jornalista.
Margareth também fez um agradecimento especial à equipe do A Tribuna, aos familiares e aos colaboradores que mantiveram vivo o legado construído por Aroldo após a sua morte.
“Se hoje estamos aqui, 46 anos depois, é porque esse legado permaneceu vivo. Este livro eterniza a história do nosso pai e de tudo o que ele representou para o jornalismo e para Rondonópolis”, afirmou.
A cerimônia foi marcada por diversas homenagens, lembranças de momentos vividos ao lado de Aroldo Marmo de Souza e pelo reconhecimento da importância de sua contribuição para a imprensa, para a política e para a história de Mato Grosso.