Um motorista de 49 anos foi detido na tarde de segunda-feira (16 de fevereiro de 2026) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização no km 108 da BR?163, em Rondonópolis (MT). A prisão ocorreu no contexto de uma abordagem a um veículo de carga e aconteceu por volta das 15h45.
Os policiais federais abordaram uma combinação de veículos composta por um caminhão Volvo FH 540, cor azul, acoplado a dois semirreboques tanque da marca Facchini, utilizado no transporte de biodiesel (ONU 3082). Durante a fiscalização, a equipe solicitou os documentos obrigatórios — incluindo Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) e os certificados de inspeção exigidos para o transporte de produtos perigosos.
Ao analisar os certificados de inspeção veicular (CIV) e de inspeção para transporte de produtos perigosos (CIPP), os agentes perceberam uma incompatibilidade entre as plaquetas físicas nos tanques, que indicavam vencimento em janeiro de 2026, e os certificados apresentados, que mostravam validade até janeiro de 2027.
Uma verificação mais detalhada apontou indícios de falsificação nos documentos, como:
Ausência de marcas d’água do INMETRO,
Erros de preenchimento,
Sobreposição de caracteres,
Consulta ao sistema oficial da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não confirmou a autenticidade dos certificados.
Diante das inconsistências, a ocorrência foi registrada, em princípio, como uso de documento falso, e o motorista foi encaminhado à Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Rondonópolis para os procedimentos legais cabíveis.
Foram apreendidos diversos documentos relacionados ao caso, entre eles:
Dois certificados de inspeção veicular (CIV),
Dois certificados de inspeção para transporte de produtos perigosos (CIPP),
Três documentos de licenciamento dos veículos.
Além disso, os agentes recolheram objetos pessoais do condutor, incluindo celular, documentos e carteira.
A Polícia Civil deve aprofundar a investigação para verificar a origem dos documentos falsificados e apurar se há participação do motorista em outras irregularidades relacionadas ao transporte rodoviário de cargas perigosas.